Para abafos e desabafos da alma... O sonho encheu a noite Extravasou pro meu dia Encheu minha vida E é dele que eu vou viver Porque sonho não morre. Adélia Prado
domingo, 5 de janeiro de 2025
Silêncios
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
quinta-feira, 5 de dezembro de 2024
As Sem-Razões do Amor
Esse Carlos Drummond...
As Sem-Razões do Amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
(04/12/2024)
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
Coisas que deveria saber sobre mim
Em primeiro lugar, não me mande!
Não tente mandar em mim.Eu sou chucra, turrona e não gosto de obedecer.
Mas eu obedeço.
Aprendi com o tempo que sim senhor, não senhor abre portas.
Mas obedeço arreliando e não esqueço.
Passo os dias e cumpro as tarefas pirraçando.
Em segundo lugar, não queira conhecer a minha pirraça.
Ela pode passar logo. Sou boa em sublimar.
Mas precisa ser ruminada e cuspida.
Se demorar cuspir, demoro sarar.
Eu infestada de pirraça sou uma peste.
Em terceiro lugar, não queira conhecer a peste que sou.
Sou dada a querer me vingar.
Não mato, não odeio. Só desprezo.
Mas só depois da vingança.
E gosto da expressão: eu avisei!
Em quarto lugar, sou de um bom humor insuportável.
Com a vingança, inclusive.
Mas não aprendi matar. Nem barata.
Faço tudo me divertindo.
E pirraçando. Mas sou ótima companhia.
Disfarço bem. Depois desprezo.
E saio do teatro.
Catarse!
Conclusão: Não sou boa de laço, nem de sela.
O verniz que me passaram esboroou com o tempo.
Sou burro de carga até virar o arreio pra barriga.
Eu não presto, mas tenho lealdade.
Sou resiliente e cordata.
Tenho paciência.
Até a corda arrebentar!
Vera Lúcia - 03/12/2024
segunda-feira, 2 de dezembro de 2024
Cegueira
(Adélia Prado)
Há um ruído absurdo no silâncio forçado
Há uma teimosia inconformada nos planejamentos unilaterais
Há uma violência terrível no corte do entusiasmo.
E há uma irracionalidade desmedida na paixão.
Compensa?
Vera Lúcia - 02/12/2024
terça-feira, 19 de novembro de 2024
Poeta
É a mulher que inspira meu amor, A razão pela qual aprendi a sorrir. E amar
CB
quarta-feira, 23 de outubro de 2024
Desejo sem nome
Um refúgio onde
o tempo não nos espreita.
Nos toques
furtivos, por entre calçadas,
Somos brisa que
foge, um desejo sem nome.
Pelas ruas,
disfarçamos nossos passos,
Cada encontro
um risco, um suspiro guardado.
Nos olhares
roubados, a paixão clandestina,
Queima como sol
na pele da rotina.
E lá na PMT
nosso paraíso esquecido,
Entre o aço e o
vento, somos livres,
O asfalto nos
conhece, testemunha muda,
Do amor que
ousamos, sem medo, sem culpa.
Te amo entre
sombras, em cada fuga e volta,
Nosso mundo
paralelo, onde ninguém nos alcança.
Nas
terças-feiras, seremos eternos,
Pois só aqui,
nos pertencemos por completo.
CB - 22/10/2024






