segunda-feira, 17 de abril de 2017

Em imagem




A imagem me chama e eu mergulho...
Há um universo contido ali...
Eu vejo os olhos, através dos óculos.
E eu mergulho neles... sem fim... sem ar...
A imagem me veio de presente.
Há um universo de sentidos nela.
E outro universo evocado...
A imagem me veio de surpresa...
Deliciosa surpresa!
Pode-se morrer por falta de amor.
Mas o excesso também mata.
Sofro de excessos...
Volto à imagem e me imagino ali...
Mergulho em retornos inevitáveis...
“Vou-me embora pra Pasárgada”...
Não! Continuo com Menphis...
E os seus mistérios,
E os seus segredos,
Os seus oásis mais procurados.
As suas sensações inesquecíveis.
E as areias do tempo transcorrendo sem fim.
Eu só tenho a imagem... volto a ela...
Os olhos veem através de mim...
E eu vejo muito além dos olhos...
Em tempos passados,
em tempos vindouros,
em dias sem fim...
mergulhada no que a imagem não revela.
(Vera Lúcia, 16/04/2017)

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